terça-feira, 9 de dezembro de 2014

. admitem mas, se calhar, mais valia estarem calados.

.retirado do jornal Diário de Notícias.




Ou então não. Porque é importante se saber como as coisas realmente são. 

De acordo com o delegado sindical Baião Rocha, os guardas prisionais têm muito mais trabalho desde que o cidadão José Sócrates foi detido porque, vejam lá, todas as horas de visita estão agora ocupadas. Mas então, não estou a perceber... Não são horas de visitas? Não era suposto estarem ocupadas? Ou, pelo menos, não era suposto contarem com isso?! Pelos vistos não. Partem do princípio que os reclusos não têm ninguém que os quer visitar. Pelo menos, com tamanha assiduidade. 

A notícia diz, também que esta semana houve um défice de elementos da guarda prisional porque tiveram que acompanhar reclusos ao hospital, após um episódio de agressões entre detidos. Questiono-me se estas agressões, porventura, estarão associadas ao título da notícia. Privilégios. Mas se calhar não. Porque se estivessem, o mais provável era vermos uma manchete sangrenta, dando conta do estado de saúde do cidadão José Sócrates, eventualmente agredido.

E, por falar no senhor, saliento o facto de a comunicação social continuar insistentemente a tratá-lo pelo antigo primeiro-ministro. Provavelmente é para justificar o facto de o senhor José Sócrates ter direito a visitas de DUAS HORAS, quando é suposto ser uma.

Eu sei que posso estar a ser picuinhas. Sei que o senhor deve ter muito que conversar com toda a gente e mais alguma. Mas também sei que é suposto ser-se imparcial na gestão de um Estabelecimento Prisional. É suposto não dar espaço a revoltas. E suposto os detidos serem tratados de igual forma. Ponto.

Não é suposto concederem-se privilégios. Não é suposto concederem-se privilégios e, depois, ainda dizer que os guardas têm receio de complicações com os outros reclusos a reclamarem as mesmas regalias'. Oh meus amigos, estão à espera do quê?! Estão, no mínimo, a porem-se a jeito.


Quem estiver interessado em ler a notícia, pode encontrá-la aqui.

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